Não precisam de nomes as palavras expressivas.
Esses nomes todos são para confundir
a verdadeira verdade.
É no silêncio que se diz tudo o que há
para ser dito,
no escuro é onde lemos o necessário,
o correto.
As verdadeiras palavras
não se chamam palavras,
se chamam sentimentos
Escrito a sangue, tangido à luz da noite, embrulhado no brilho das estrelas. [sem vaidade, apenas a realidade, verdadeira e certeira. com todo amor, todo horror] {aconselhado apenas para humanos e quase humanos}. CUIDADO, MUITOS SE PERDEM NO TORTUOSO CAMINHO!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Vida, vida
Da folha em branco eu nasci,
em teu sangue cresci,
no teu coração vivi,
na tua mente sorri,
e gritei, chorei, agonizei
até te fazer despertar
e então morri
em teu sangue cresci,
no teu coração vivi,
na tua mente sorri,
e gritei, chorei, agonizei
até te fazer despertar
e então morri
Sentido inverso
Os teus poemas é que leio,
os romances são fingimentos.
Tua beleza é que enxergo,
os óculos são coincidência.
Do teu amor é que escrevo,
palavras são inevitáveis.
É de ti que preciso para viver,
o oxigênio é só desculpa
os romances são fingimentos.
Tua beleza é que enxergo,
os óculos são coincidência.
Do teu amor é que escrevo,
palavras são inevitáveis.
É de ti que preciso para viver,
o oxigênio é só desculpa
Ele, apaixonado
Eu já fui o rei dos mares,
o caçador dos leões,
o dono da terra.
Mas nunca nada me fez ser tão eu
como sou quando penso em ti.
Nada foi como é com tua existência,
nada era antes de ti,
ou melhor,
só o nada podia ser além de mim
sem ser contigo
o caçador dos leões,
o dono da terra.
Mas nunca nada me fez ser tão eu
como sou quando penso em ti.
Nada foi como é com tua existência,
nada era antes de ti,
ou melhor,
só o nada podia ser além de mim
sem ser contigo
Teus poemas de tão amorosos
me fazem poesia,
nos fazem amantes.
Enquanto eu tento reconstruir
em minhas palavras
o teu mesmo amor
- poético -,
mas só não sei falar
o que não foi dito
e irromper na margem do amor
para repetir os teus mesmo poemas
por não me ter nas palavras,
eu grito para escutarem
o quanto eu consigo te amar
e só minhas palavras inúteis ouvem
me fazem poesia,
nos fazem amantes.
Enquanto eu tento reconstruir
em minhas palavras
o teu mesmo amor
- poético -,
mas só não sei falar
o que não foi dito
e irromper na margem do amor
para repetir os teus mesmo poemas
por não me ter nas palavras,
eu grito para escutarem
o quanto eu consigo te amar
e só minhas palavras inúteis ouvem
O começo de mim
Rodopio no ventilador,
nado na escova sob o chuveiro,
danço com o liquidificador,
guardo o máximo de dinheiro.
Bebo água,
como mágoa,
quebro o espelho,
visto calças,
rasgo a cueca.
Amasso papéis,
enceno outros,
mato-os - os mesmos personagens
que me construíam.
Nasço e saio para passear com o sol
nado na escova sob o chuveiro,
danço com o liquidificador,
guardo o máximo de dinheiro.
Bebo água,
como mágoa,
quebro o espelho,
visto calças,
rasgo a cueca.
Amasso papéis,
enceno outros,
mato-os - os mesmos personagens
que me construíam.
Nasço e saio para passear com o sol
Nossas palavras
Eu te amo tanto
e com tal força
que não consigo exprimir em letras
o amor
- tão usual e repetido noutras bocas apaixonadas,
que chegou a se apagar.
Esse amor que nunca brilhou,
que desaparecia quando apagávamos a luz do quarto.
Eu te amo tanto
que escrevo estes versos
(ridículos e patéticos)
para um dia
serem apagados
pela mesma mão que os escreveu
e com tal força
que não consigo exprimir em letras
o amor
- tão usual e repetido noutras bocas apaixonadas,
que chegou a se apagar.
Esse amor que nunca brilhou,
que desaparecia quando apagávamos a luz do quarto.
Eu te amo tanto
que escrevo estes versos
(ridículos e patéticos)
para um dia
serem apagados
pela mesma mão que os escreveu
Vida astral
Nessa dança erótica em que vivemos,
nos comemos,
formamos uma cena esquecida
passada e repassada em uma jaula.
Damo-nos ao máximo e nada recebemos,
forçamos a vista até que enxergamos
um vazio dentro de cada um,
preenchido de nada,
de uma vida retesada.
E se um dia sairmos da caverna
não voltaremos,
mas ficaremos com uma falta fraterna,
encerrando a cena,
serrando as grades
de onde já fora Atenas
nos comemos,
formamos uma cena esquecida
passada e repassada em uma jaula.
Damo-nos ao máximo e nada recebemos,
forçamos a vista até que enxergamos
um vazio dentro de cada um,
preenchido de nada,
de uma vida retesada.
E se um dia sairmos da caverna
não voltaremos,
mas ficaremos com uma falta fraterna,
encerrando a cena,
serrando as grades
de onde já fora Atenas
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